No cerne de cada célula do nosso corpo existe o DNA, código genético.

No cerne da nossa alma, o código poético. 

Linguagem espiralada que gira em torno de si, se faz, cria. produz e reproduz.

os dois códigos, fractais da Linguagem Maior, da Linguagem Viva do Cosmos.

a Linguagem Poiética, Analógica.

Aqui, o papel crucial do poeta - renovar a linguagem – relações – e assim, renovar a percepção, o sentimento,

o entendimento. Poesia voltando à sua origem: curativa, saturada de assombro. abrindo portas.

novos horizontes cognitivos.

Através da Poesia genuína, nos lembramos que as palavras não são posse da mente racional.

como está escrito: "originalmente, as palavras são conglomerados multi-sensoriais/ a parte acústica/escrita é apenas gatilho para sua essência sensorial viva, que carrega o verdadeiro significado/ síntese sinestésica".

a Alma pulsa em Sentimento & Analogia - Música. a Consciência é Silêncio. no silêncio da consciência, a música da alma pode se revelar & reverberar no verbo poético. quando nos identificamos com nossa mente ruidosa, a música da alma é abafada. Poesia é a Linguagem profunda do Ser trazida à tona e ancorada em palavras fluidas.

a poesia conecta os dois hemisférios & o coração - ponto fulcral de convergência

da Linguagem rítmica & mítica do Cosmos.

* * *

A linguagem pode apontar para a novidade infinita, mas normalmente serve ao propósito de solidificar o conhecido. Gera redundância, até os limites do tédio e violência. Busco purificar as palavras desse mau uso e magnetizá-las com um traço, rastro do Infinito Irreversível que está sempre a precipitar-se sobre o previsível.

 

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Poeta – curador do idioma. E por detrás da língua, da linguagem.

* * *

A poesia acende realidades obscurecidas pelo cotidiano.

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Parto do princípio que a linguagem cotidiana está tão desgastada, tão estagnada, que adoeceu e seu uso raramente resulta em comunicação. Gera e engessa medíocre concordância ou desentendimento ríspido.

 

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Ao fazer linguagem, o poeta faz possibilidades. De Experiência, Existência.

Com lucidez, sabe do poder que as palavras tem quando poetizadas, estruturadas, insufladas de energia; a diferença é que, sendo verdadeiramente poeta, ele não dá valor desnecessário a esse processo. Ele é justo. & grato.


Ele não confunde o dedo com a Lua quando a Linguagem lhe aponta cotidianamente a Lua (na noite estrelada do Espírito).


Enfim, leiam. Leiam esses poemas. Percebam como é bonito quando a gente vê manifestar-se por aqui o Sagrado. Essa É uma Arte Objetiva. Aqui se manifesta o Verbo da nossa Voz, a Voz da nossa Vida. Reconheçam a grandiosidade da experiência que ele está vivendo.

Paulo Rafael de Aguiar Godoi, pos-fácio do livro "Infiltrações"

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